Cara de moleque, talento de gente grande! O alemão Sebastian Vettel escreveu de uma vez por todas seu nome na história do automobilismo mundial. Com uma atuação soberba, o jovem piloto conquistou no dia 14 de setembro o GP da Itália, a 14ª etapa do Mundial 2008 de Fórmula 1. A bordo do carro da Toro Rosso, equipe que um dia foi a modesta e folclórica Minardi, Vettel não deu chances à concorrência. Partindo na pole position, o piloto ditou o ritmo e com uma estratégia eficiente de paradas nos boxes, venceu pela primeira vez na carreira.
De quebra, a revelação da categoria ainda se tornou o mais jovem vencedor da história da F-1, com 21 anos, 2 meses e 11 dias, derrubando a antiga marca estabelecida por Fernando Alonso, em 2003. Casos como o de Vettel vêm se tornando cada vez mais comuns no mundo esportivo.
A tendência - e quase exigência no século XXI - é que os atletas sejam cada vez mais novos, vencedores e com características únicas. Vettel é um caso desses: menino prodígio do kart, o alemão passou por diversas categorias, sempre sendo campeão, mas enfrentando as tradicionais dificuldades devido à falta de apoio. Após as primeiras aceleradas no kartódromo de Kerpen (pequena cidade alemã onde nasceu o heptacampeão mundial Michael Schumacher), Vettel virou cidadão do mundo e após anos e anos de trabalho e muito investimento ($$$), alcançou seu objetivo.
Vettel, assim como Lewis Hamilton, Fernando Alonso, Felipe Massa e tantos outros é o típico caso de um esportista que dedicou toda a infância e juventude para realizar o grande sonho de sua vida: ser um piloto bem sucedido de F-1. Não se trata de uma vida fácil. É preciso abrir mão de muita coisa, se esforçar o tempo todo e ter uma dedicação fora dos padrões.
Em suma, é necessário entender que por trás da vibração de um piloto como Vettel existe toda uma vida dedicada por uma meta. Um verdadeiro projeto de vida! Não é de se estranhar a frase do alemão logo após a bandeirada na prova deste domingo: “Este é o melhor momento de minha carreira. É simplesmente inexplicável esta sensação”. Pode ser inexplicável em palavras, mas absolutamente compreensível. É preciso compartilhar deste vício chamado “automobilismo” para entender o que se passa na cabeça de um garoto como Vettel!
Bom, aqui fica um ligeiro aperitivo. Outro dia trago mais detalhes dessa vida, movida à gasolina, barulho, motor e muitas emoções!
