E agora, Dunga?

Por Fellipe Granzotto em 18 de Setembro de 2008

Já virou rotina! A cada jogo cresce a insatisfação do torcedor brasileiro com a seleção de futebol, que não engrena nas Eliminatórias para a Copa de 2010! O grande jogo contra o Chile foi algo a se destacar, mas teve uma explicação: jogando dentro de casa, a seleção do ex-palmeirense Valdívia foi para o ataque, abriu espaços e facilitou a vida do Brasil, que fez 3 x 0 e só não fez mais porque Ronaldinho Gaúcho desperdiçou algumas chances (perdeu até pênalti).

Já contra a fraca seleção da Bolívia e jogando em pleno Engenhão (um dos grandes estádios brasileiros, construído para a realização dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007), o Brasil não foi nem sombra do que havia apresentado na partida anterior. Um time apático, sem garra e criatividade. Deu sono ver! Tanto é que preferi assistir ao debate dos candidatos a prefeito da minha cidade!

Dunga foi um grande jogador. Derrotado na Copa de 90, foi o grande símbolo de superação na Copa seguinte, em 94, quando a seleção liderada por Romário conquistou o tetracampeonato mundial nos Estados Unidos. No entanto, à frente da seleção, Dunga vem sofrendo com as críticas desde que assumiu o comando, em 2006, após a queda de Parreira.

Muitos dizem que se não vencer as duas próximas partidas (contra Venezuela e Colômbia), Dunga cai e a seleção fica em maus lençóis. O futebol por vezes é injusto. O time que ganha, poucas vezes lembra do técnico. Já o time que perde, esquece dos jogadores e culpa única e exclusivamente o treinador. Não sei, mas considero que técnico, na maior parte das vezes, não tem tanta participação assim. Vamos aguardar, mas acho que a realidade é a seguinte: com ou sem Dunga, o que está faltando para a seleção é vontade, garra e determinação. E é claro, regularidade. Ninguém é vencedor de verdade se só ganha quando pressionado ou quando o adversário ajuda!