Rapidinho!

Por Nathalie Hornhardt em 15 de Setembro de 2008

Queridos…

meu tempo tá curto! Muitas novidades por aí…

Algumas dicas:

- A primeira é mais para as meninas: está acontecendo um bazar ótimo da Opera Rock, com peças bem bonitas e baratas. São de coleções antigas, mas o que é que tem? Não deixam de ser bonitas. Blusas a R$30,00. Vale a pena! Anotem o endereço: Rua Engenheiro Mesquita Sampaio, 76. Chácara Sto Antônio, SP. 11 2187- 4100. Fica aberto de segunda a domingo, das 10h às 19h, sem dia determinado para acabar.

- A segunda: não deixem de assistir o documentário “O Mistério do Samba”, um filme produzido pela Marisa Monte, que conta a história e o cotidiano dos sambistas da Velha Guarda da Portela.  Tem a direção de Lula Buarque de Hollanda e Carolina Jabor. Aí vai o trailer do filme:

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- A terceira e melhor dica de todas! Não deixem de participar do festival About Us. Um festival que acontecerá em Manaus e aqui em São Paulo no dia 28 de setembro. Será um festival de entretenimento a favor da sustentabilidade. E contará com a presença de Ben Harper, Vanessa da Mata, Seu Jorge e Dave Matthews Band. Deêm uma olhada lá no site, parece um projeto bem bacana. Eu já comprei o meu ingresso!

É isso aí, pessoal! Abs!

Dia do Velho!

Por Nathalie Hornhardt em 11 de Agosto de 2008

(leia-se Velho como modo carinhoso de dizer PAI)

Afinal…

Foi com ele que fui todo domingo à padaria para ganhar um cachorrinho em miniatura.
Foi ele que me levou para a escola todo o santo dia…
Foi com ele que eu fui na Virada Cultural
Era ele quem me comprava chiclete depois da aula.
Foi ele que me deu meu primeiro livro.
É com ele que divido minhas lamúrias profissionais.
Foi ele que ficou trabalhando enquanto a família toda torrava a sua grana na Disney.
Foi com ele que fui pra faculdade dirigindo pela primeira vez.
Foi na frente dele que chorei quando tirei nota vermelha no colégio.
Foi ele que me falou pra parar de fazer cursinho quando eu estava infeliz.
Foi com ele que dividi uma caipirinha outro dia.
É com ele que danço rock dos anos 60 em todos os casamentos da família.
Foi com ele que aprendi a tomar café antes de sair de casa.
É dele que eu tenho um ciúme doentio - tenho que cuidar do que é da minha mãe!
É ele que eu amo pra sempre!

O típico almoço foi em família, lá em Limeira, interior de São Paulo. Aliás, Ju, Dedo e Fê, passei pela terrinha de vocês!

O meu pai nasceu lá e todo Dia dos Pais a gente vai para a “Terra das Laranjas”, almoçar com vovô, vovó, titio, titia, priminhos, sobrinhos! Sempre tem comida pra dar e vender, mas nunca se perde esse hábito. E sempre depois do almoço a gente lembra das histórias de 10, 15 anos atrás, das nossas brincadeiras de criança, as mães comparam qual filho chorava mais quando era bebê. De acompanhamento temos muitas gargalhadas e a famosa paçoquinha do vô Bruno, que ele sempre faz quando sabe que vai encontrar com os netos e bisnetos. É tão gostoso!

Pena que com a correria a gente não consiga fazer isso com mais freqüência…

 

“Na Natureza Selvagem”

Por Nathalie Hornhardt em 05 de Agosto de 2008

“A pé e de coração leve
eu enveredo pela estrada aberta,
saudável, livre, o mundo à minha frente,
à minha frente o longo atalho pardo
levando-me aonde eu queira.
Daqui em diante não peço mais boa-sorte,
boa-sorte sou eu.
Daqui em diante não lamento mais,
não transfiro, não careço de nada;
nada de queixas atrás das portas,
de bibliotecas, de tristonhas críticas;
forte e contente vou eu
pela estrada aberta (…)”

Trecho da poesia “Song of the open Road” ou em português: “Cântico da Estrada Aberta” do poeta norte-americano Walt Whitman.

E foi exatamente essa a sensação que tive quando assisti o filme “Na Natureza Selvagem” dirigido pelo Sean Penn. O filme conta a história real de um menino que logo após se formar no colégio abre mão de tudo, inclusive de sua família. Doa todas as suas economias - cerca de US$24 mil - para caridade, coloca uma mochila nas costas, roda pelos Estados Unidos e depois parte para o Alasca a fim de viver uma verdadeira aventura. Ao longo do caminho se depara com pessoas e situações que farão parte de sua vida para sempre.

O filme na minha opinião é M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O, se bobear o filme mais importante, forte e bonito que já vi! E todas as pessoas deveriam ser obrigadas a assistir.
Deveria fazer parte do “currículo” de todo o mundo.

Sabe, fico feliz quando meus olhos brilham dentro do cinema, atualmente ta difícil isso acontecer, mas assistindo esse filme, eles lacrimejaram o tempo todo, além do sintoma de ter meu coração apertado do inicio ao fim, um sorrisinho frouxo que eu tentava disfarçar mas não dava… É tão bom quando isso acontece, porque tenho a sensação de que não é só comigo, mas sim com pelo menos metade da sala do cinema. Já que quando o filme terminou quase ninguém conseguiu se levantar das poltronas, parecia que tínhamos levado alguns socos em nossos estômagos. O filme, com certeza, nos trouxe reflexões como: sociedade X liberdade; dinheiro, será que é tudo?; o que é amor?; eu já realizei algum sonho? e o principal: SOMOS FELIZES?

As Viagens Opostas!!!

Por Nathalie Hornhardt em 31 de Julho de 2008

Olá Galera! Como vão?

As férias tão acabando! Percebe-se que eu, com o tanto de coisas que eu fiz, não tive muito tempo pra postar no blog. Mas vou resumir nesses dois últimos posts de julho algumas das coisas que fiz!
 
Como típica paulistana, moradora da grande metrópole precisei buscar sossego em lugares vizinhos.  Fui aos opostos…
 
Primeiro em busca de sol e praia, eu e mais duas amigas apelamos para a estrada, já que a praia mais perto da capital fica a mais ou menos uma hora de distância. Mas não paramos na primeira praia que teoricamente é Santos. Seguimos pela Imigrantes (estrada que leva às praias do litoral sul) e paramos no Guarujá, especificamente na praia da Enseada. As três estavam ansiosas por um solzinho, aguadas por uma água de coco e por um banho de mar, mas… Esquecemos do ser que se chama vento… E ele estava bem, bem presente, o casaco que descartamos fez uma falta… Tivemos de ficar de calça e cobertas com as nossas cangas em plena areia… Mas apesar do frio e de não ter sido possível entrar no mar pra tirar as urucas, nossa amiga recifense disse que a praia tava linda! E olha que lá na terra dela tem umas praias maravilhosas… Quando ela falou isso, observei a praia, e não é que era verdade! A praia é bem bonita! Eu nem tinha percebido… Já que desde criança eu vou pra lá e já tinha me acostumado com as belezas, nem dava muito valor. Foi só ela ter tocado nesse assunto que parei pra olhar. É engraçado como a gente prefere valorizar as coisas que vem de fora, que não são “nossas” e desprezar ou se acostumar com aquilo que está perto da gente ou que de alguma forma a gente sabe que têm em nossas mãos.

Depois dessa reflexão achei tudo lindo! Sentamos na beira do mar, comi milho verde, afinal é típico de praia, botamos o pé na água, ficamos vendo o vento passar, os passarinhos que voavam, o sol se por… Enfim! A multiplicidade de cores no céu! Ixi já vai anoitecer, é hora de voltar! Bate e volta dura um dia só!

A segunda aventura: agora em busca do frio da montanha! Mais um bate e volta! Nosso querido blogueiro Rapha, o pessoal de marketing da Pepsico, a Thais da Edelman e eu, fomos pra Campos do Jordão. Uma cidade turística muito gostosa localizada na Serra da Mantiqueira a 1628 metros de altitude, sendo assim o mais alto município brasileiro. A mais ou menos 200 quilômetros de São Paulo.

A cidade tava bem cheia. Quando chegamos, na hora do almoço tava sol e nem tava tanto frio, mas conforme o tempo foi passando a temperatura foi caindo.

Foi um dia muito gostoso! Passeamos pela cidade, encontramos cachecóis por R$10,00, uma pechincha! Depois sentamos num bar típico de lá, na calçada e ficamos observamos as pessoas andando! Todas com seus melhores casacos! Nossa, foi em Campos que percebi que estamos necessitando de chuva, o ar lá estava muito seco. Tive uma dor no olho horrível. Ouvi um dia desses no repórter que talvez tenham que produzir chuva artificial… A situação ta ficando precária. Bom mas voltando a Campos, no fim da tarde todos nós nos encontramos e fizemos um happy hour, e já tava bem frio, uns 13, 14°. Para terminar às alturas, tomamos um chocolate quente, ops um toddy quente, lá tem um stand da Toddy que prapara uns toddys com uns ingredientes diferentes, tomei um quente com marshmallow e raspas de chocolate branco, fantástico!

E assim terminou nossa curtinha viagem pro alto da montanha!

TECNOLOGIA… É benéfica?

Por Nathalie Hornhardt em 14 de Julho de 2008

Olá pessoal!

Hoje quero fazer uma pergunta aqui no blog:

ATÉ QUE PONTO A TECNOLOGIA É BOA NA VIDA DO SER HUMANO?

Ontem pensei bastante nisso. Logo de manhã quando acordei, minha mãe disse que o microondas não estava funcionando. Fui tomar café… E foi muito esquisito. Parecia que aquele eletrodoméstico que tinha quebrado era uma parte de mim. Hahaha. É verdade! Fui esquentar o leite e não tinha microondas. E agora? Como faz? Tive que usar o fogão. Fui derreter o queijo e mais uma vez me lembrei do ocorrido, preferi deixar pra lá e comer o queijo frio mesmo. Aí me dei conta que tinha criado uma dependência enorme daquele mero eletrodoméstico. Surreal, né?

Depois do café, saí de casa. Estava no trânsito quando me dei conta que a bateria do meu celular tava acabando. Quase entrei em pânico. Juro… Tinha marcado de encontrar um amigo meu e fiquei pensando que não ia dar certo porque eu não teria mais como entrar em contato com ele (apesar de já ter marcado o lugar e o horário com ele antes e de existir milhares de orelhões pelas ruas). Pensei que meus pais podiam ligar e aí quando caísse direto na caixa postal eles poderiam pensar que eu havia sido seqüestrada, ou então que poderia ter acontecido um acidente. Pois é gente, eu sou normal… Sério mesmo! Mas a nossa cabeça pode ir looonge. E bota longe nisso. No fim, deu tudo certo, eu consegui encontrar meu amigo, meus pais nem pensaram em me ligar. Mais uma vez, a dependência… Agora em relação ao celular. Quando botei ele pra carregar levei um susto: NINGUÉM! Ninguém tinha me ligado durante o dia. E eu pensando que ia encontrar umas 20 chamadas não atendidas.

E a pane que deu na internet essa semana? Deixou muita gente desesperada. E olha que só foi um dia… Serviços de utilidade pública pararam de funcionar. Empresas levaram prejuízos por causa disso. Será que isso é saudável? Os médicos já começaram a diagnosticar uma nova doença em seus pacientes: síndrome do pânico de ficar muito tempo sem internet e celular. Sério!

A tecnologia nos ajuda e muito! Mas acho importante lembrar sempre do passado, de quando muita coisa não existia, de quando utilizavam fogão a lenha pra fazer a comida; quando nem pensavam em celular; quando telefone era luxo; quando a principal comunicação era a carta – e como é gostoso ganhar uma carta de um amigo querido que mora longe – quando o orelhão era de ficha; quando televisão era branco e preto… Enfim! Não é bom criar dependência pelo fácil – experiência própria! Acho que devemos usar a facilidade em conjunto com a utilidade, conhecendo sempre seus limites e lembrando que às vezes o tecnológico nem é tão bom assim… Tem muita coisa boa na vida que não precisa disso!!!