Sim, meus amigos! As Olimpíadas acabaram. Podem chorar e espernear! Não tem jeito. Aquele esquema de assistir às competições de madrugada, de manhã ou de noite é coisa do passado. Conheço gente que é viciada em acompanhar as competições. Deixam de dormir só para acompanhar as disputas. No entanto, a grande maioria não tem disposição para ver nossos atletas ganhando, perdendo ou sofrendo.
Neste sentido, é necessário comentar o desempenho de nosso país em Pequim. No total, foram 15 medalhas: três de ouro (com César Cielo, Maurren Maggi e a seleção de Vôlei feminino), quatro de prata e oito de bronze. No geral, foi a segunda melhor participação brasileira na história dos Jogos. Mas todo mundo sabe como brasileiro é: uma vez campeão, sempre campeão. A responsabilidade é cada vez maior a cada vitória.
Sendo assim, cria-se um imenso e pesado rótulo para aqueles que prometeram medalhas e nada trouxeram. “Amarelões!”, diriam os mais revoltados. Casos como o de Diego Hypólito, Jade Barbosa, Jadel Gregório, Rodrigo Pessoa, entre tantos outros. Mas o que muitos precisam entender é que as Olimpíadas são um caso a parte.
Trata-se da principal e mais difícil competição que um atleta pode disputar. A torcida invoca o direito de reclamar e de cobrar resultados. No entanto, não podemos nos deixar enganar por eventos como os Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007. Naquela ocasião, foram mais de cem as medalhas brasileiras e muitas foram as promessas feitas para Pequim. No entanto, esta é uma competição diferente, de nível técnico inferior e de dificuldades menores, contra atletas que normalmente não estão entre os melhores do mundo.
Para disputar as Olimpíadas, um atleta precisa de estrutura, apoio, incentivo, além é claro de garra e determinação. É preciso ter paciência e menos pressão com nossos atletas! Nada de passar a mão na cabeça. Mas também, nada de xingar, vaiar ou mandá-los para bem longe. Afinal de contas, posso dizer algo que sei bem: com pressão, nada sai bem feito, muito menos o esporte!
