Mallu

Por Cecilia Castro em 10 de Setembro de 2008

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Esse post vem depois de escutar repetidas vezes o novo CD de Marcelo Camelo, “Sou”, e, conseqüentemente, ouvir a voz de Mallu Magalhães, na faixa “Janta”.

A Wikipédia refere-se à moça como “uma cantora brasileira de folk (…)“. Sinceramente, não sei quanto tempo demora para alguém, alguma coisa, fenômeno ou descoberta chegar até as páginas virtuais da famosa enciclopédia livre da internet, mas - como tudo na vida dela- me pareceu bem rápido.

Maria Luiza de Arruda Botelho Pereira de Magalhães dis-pa-rou! Já esteve em vários programas de TV e já encantou todo mundo. A adolescente de 16 anos tem um jeito meio meigo, meio engraçado, meio tímido. Não consigo definir Mallu. Nem preciso! Sua música faz isso, por enquanto.

Apesar de terem “catalogado” a mocinha como “folk”, ainda podemos esperar outras experiências musicais assinadas por ela, recheando ainda mais esse cenário indie. Para mim, a cantora-compositora-instrumentista Mallu, cujo talento seria mais compreensível se tivesse sido ninada ao som de Beatles e Bob Dylan (ela jura que descobriu tudo sozinha, ouvindo LPs, na casa da avó), ainda promete! Afinal, qual ingrediente melhor para a criatividade do que a “pouca idade” e “tudo pela frente”?

Obs: Não é a melhor gravação dela, mas a letra é bem bacana: “Vanguard”
O myspace dela também vale a pena para conhecer a jovem cantora.

SOU

Por Cecilia Castro em 04 de Setembro de 2008

E o tão esperado dia chegou! O CD de Marcelo Camelo, intitulado SOU, já pode ser comprado ou baixado pela internet. (Eu usei o Som Barato). 

Em texto escrito por Thiago Camelo, ele diz que “termina o disco com o sentimento de ter travado uma sincera conversa com o irmão”. Eu concordo. Marcelo Camelo é desses artistas que eu admiro calada, a uma “distância maior” do que a de outros. Como se me esforçasse para não atrapalhar o silêncio dele e deixá-lo trabalhar em paz. Como se a timidez da sua figura me impedisse uma tietagem qualquer, mesmo que em segredo.

Não sei o que acontece. Talvez por me convencer de que a timidez e a boa dose de solidão cravada na sua personalidade são as responsáveis pela beleza de suas composições.

O álbum está lindo. Íntimo. Sensorial. Minha canção preferida é “Doce Solidão”, em que o compositor, surpreendentemente, usa asas, que normalmente libertam, para buscar de volta a solidão que foge. “Isso lá é bom doce solidão?”- termina.

O sussurrado desse cara, vale por muitos gogós empostados de ouvimos por aí. Aproveitem!