Há pouca coisa no mundo mais sonolenta que “o óbvio”. Comer ovo de páscoa na Páscoa é óbvio. Dormir de madrugada é óbvio. Ficar irritado enquanto assiste ao Faustão é óbvio. “Morrer de raiva com a política” como dizem uns pensadores “skanks” é, naturalmente, óbvio.
Também é óbvio comer batata Ruffles do saquinho! Inusitado é comer Ruffles quente! Sim, Ruffles quente! Trata-se de uma receita um pouco difícil de realizar em casa, mas tentarei explicar com clareza:
Ingredientes: batatas, aos montes, numa quantidade inimaginável.
Modo de fazer:
Corte-as de modo a deixá-las com ondas bem simpáticas. Jogue numa piscina de óleo gigante, bem quente e frite-as todas. Depois, coloque-as numa esteira, muito maior que a da academia, para que as batatinhas corram freneticamente em direção ao recipiente onde serão salgadas. Sirva ainda quente.
Foi exatamente o que vimos Dedo, Fe, Nath, Rapha, Ari e eu, durante a visita a uma unidade de produção de Ruffles, em Itu. Depois de conhecermos a estrutura da fábrica, os escritórios de criação e os laboratórios de teste dos novos produtos, pudemos entrar no local onde as batatas são produzidas. Uma experiência, no mínimo, peculiar e eu diria, nada óbvia.
Eu, que não gosto de morrer de sono e que tento sair do óbvio sempre que posso, tive que voltar às minhas antigas estratégias: mudar o percurso de volta para casa, escovar os dentes com a mão esquerda ou cantar numa língua que não existe… Afinal, como é que vou saber quando comerei Ruffles quente saindo de uma máquina imensa novamente?
Por enquanto, fico com as batatas óbvias! Fazer o quê?
OBS: O Rapha disse que no microondas funciona!
