Mais um post sobre Filosofia. Não, esse foi o anterior. Esse parece mais uma provocação. Ou melhor, uma incitação ao debate. Faço hoje papel de advogada do diabo e coloco “aspas” de pessoas que encontrei na internet mesmo, opinando sobre a inclusão das matérias Filosofia e Sociologia no ensino médio brasileiro. Uma lei sancionada no dia 2 de junho desse ano pelo nosso presidente e que já deu o que falar. Como “a filosofia está no ar” nessa semana, achei oportuno. Palpitem a vontade!
“(…) a Sociologia e a Filosofia são fundamentais para todos os estudantes, especialmente por se caracterizarem por estimular o senso crítico, a discussão, e a reflexão sobre as diferentes questões da sociedade” - João Nunes da Silva
“(…) Se você não se lembra, também, permita-me recordar que a experiência escolar mais comum é não conseguir sequer ouvir o que o professor está dizendo, estudar na véspera e esquecer rigorosamente tudo no exato momento em que a prova termina.” - Pedro Sette Câmara
“(…) Sem sombra de dúvidas, o retorno da Sociologia ao ensino médio é uma vitória de todos aqueles que acreditam num país melhor e que primam por uma educação crítica e de qualidade, o que não significa uma educação meramente técnica, como tem sido a tônica do ensino superior no Brasil.” - João Nunes da Silva
“(…) Agora, fazem-se necessários professores qualificados, formados em ciências sociais, com habilitação para ensinar a ambas as disciplinas nas escolas. Igualmente, vale ressaltar que não se trata de mais uma disciplina simplesmente para preencher carga horária de professor, mas sim, é preciso um profissional com a qualificação e a competência exigida.” - João Nunes da Silva
“(…) Incluir Filosofia e Sociologia no currículo só terá um único efeito: cansar um pouco mais a paciência dos alunos, ou, na maior parte dos casos, dar-lhes a oportunidade de tirar algumas notas boas fáceis, porque, enfim, você já viu uma faculdade de Filosofia que sabe quem é que vai dar aula?” - Pedro Sette Câmara
“(…) A principal experiência que ela [escola] proporciona é a sensação de um nonsense institucional: você tem que aprender coisas pelas quais não tem o menor interesse, ouvir as respostas de perguntas que não fez nem faria, ditas por alguém que quase sempre também demonstra que preferia estar na praia, e o objetivo supremo disso é passar num exame para um curso universitário que você não sabe se quer fazer. Depois as pessoas ficam ressentidas, achando que essa parte da vida delas é uma mentira, e… elas têm toda razão. É um desperdício de tempo e dinheiro.” - Pedro Sette Câmara


