E os ídolos ressurgem!

Por Fellipe Granzotto em 30 de Setembro de 2008

O fim de semana marcou o ressurgimento de dois ídolos do esporte a motor. Em Cingapura, Fernando Alonso voltou a vencer após um ano longe do primeiro lugar. Correndo a noite num circuito de rua travado, a Fórmula 1 protagonizou um espetáculo histórico e recheado de variáveis. Entre os brasileiros nada deu certo. Nelsinho Piquet bateu, Rubens Barrichello quebrou e Felipe Massa foi atrapalhado pela mangueira de combustível, que ficou enroscada em sua Ferrari. Melhor para o bicampeão Alonso, que aliando sorte e competência, conseguiu uma vitória merecida, a 20ª de sua carreira e a primeira da equipe Renault desde o GP do Japão de 2006, também vencido por ele.

Saindo das quatro para duas rodas, o show foi de outro ídolo. Valentino Rossi conquistou neste domingo em Motegi, no Japão, o oitavo título mundial de sua carreira. Mas “The Doctor”, como é conhecido, não teve vida fácil. Largando em quarto, Valentino caiu para quinto e depois, foi fazendo uma corrida de recuperação. Volta a volta, foi escalando o grid, até que numa ultrapassagem arrojada sobre Casey Stoner, assumiu a ponta. O título teve sabor especial para o italiano. Após tantas conquistas de forma consecutiva, Rossi amargou duas temporadas ruins, de muita instabilidade, que culminaram nos títulos de Nicky Hayden (2006) e Casey Stoner (2007).

No entanto, Rossi é um esportista, no mínimo, diferenciado. É daqueles que nossos netos vão ouvir falar e que nós - que assistimos às suas atuações - teremos o maior prazer em recordar.  Afinal de contas, um sujeito que ganha 70 corridas e seis títulos mundiais de Moto GP (além de outros dois, nas categorias 125c e 250cc) não pode ser normal.

Alonso é do mesmo tipo. No mundo das quatro rodas, é idolatrado pelo fato de ter “carimbado” a placa do heptacampeão Michael Schumacher por duas vezes. Com dois títulos mundiais de F-1 na estante de casa, o espanhol sabe que, quando precisa, faz a diferença. São exemplos como estes que enchem os olhos daqueles que amam a velocidade. Exemplos singulares de talento nato sobre quatro e duas rodas!

Saudações de “los hermanitos”

Por Fellipe Granzotto em 20 de Agosto de 2008

Brasileiro não gosta de argentino e ponto final. Não tem jeito. A rixa é tão forte e antiga que ninguém sabe ao certo a origem. Mas nas últimas décadas, com certeza o debate se tornou mais intenso devido a uma paixão em comum: o futebol. O Brasil teve Pelé. Edson Arantes do Nascimento foi um mito, o verdadeiro dono da bola, que marcou mais de 1000 gols na carreira e que ganhou tudo o que podia. Já a Argentina teve Maradona. Um gênio da bola. Levou a Argentina ao título mundial e tudo mais. Os dois viveriam tranqüilos, cada um no seu canto, não fosse a polêmica questão alimentada por torcedores e imprensa: quem foi melhor, Pelé ou Maradona?

Cada país defende o seu representante, obviamente. Não bastasse a “dúvida Pelé ou Maradona”, tal rivalidade se estendeu para todas as áreas. Basta falar da Argentina, que tem algum brasileiro descontrolado, querendo mandar los hermanitos para bem longe. Da mesma forma, os súditos de “Dieguito” Maradona não podem ter uma chance, uma mínima chance, que aproveitam para zombar dos vizinhos latinos.

Quis o destino que justamente o confronto Brasil e Argentina fosse visto nas Olimpíadas de Pequim. E é claro, teria que ser no futebol. Um tira-teima da história. Uma enorme chance para reviver todos os acontecimentos que envolveram as duas nações. Mas dentro de campo não teve nem graça. A Argentina atropelou o Brasil, fez 3X0, com dois gols de Agüero (genro de Maradona, acreditem se quiser!), outro gol de Riquelme e um show de Messi. E pelos lados do Brasil? Bom, Ronaldinho Gaúcho sumiu, Lucas e Thiago Neves foram expulsos e o apático time de Dunga teve que se contentar com a luta pelo bronze.

Tristeza brasileira e festa de los hermanitos, que agora, pegam a Nigéria na luta pelo ouro olímpico. Sim, ouro que mais uma vez escapou de nosso futebol masculino. Quem sabe Marta e cia não apagam o vexame dos meninos e abocanham esta conquista inédita para a nossa pátria de chuteiras.