“A pé e de coração leve
eu enveredo pela estrada aberta,
saudável, livre, o mundo à minha frente,
à minha frente o longo atalho pardo
levando-me aonde eu queira.
Daqui em diante não peço mais boa-sorte,
boa-sorte sou eu.
Daqui em diante não lamento mais,
não transfiro, não careço de nada;
nada de queixas atrás das portas,
de bibliotecas, de tristonhas críticas;
forte e contente vou eu
pela estrada aberta (…)”
Trecho da poesia “Song of the open Road” ou em português: “Cântico da Estrada Aberta” do poeta norte-americano Walt Whitman.
E foi exatamente essa a sensação que tive quando assisti o filme “Na Natureza Selvagem” dirigido pelo Sean Penn. O filme conta a história real de um menino que logo após se formar no colégio abre mão de tudo, inclusive de sua família. Doa todas as suas economias - cerca de US$24 mil - para caridade, coloca uma mochila nas costas, roda pelos Estados Unidos e depois parte para o Alasca a fim de viver uma verdadeira aventura. Ao longo do caminho se depara com pessoas e situações que farão parte de sua vida para sempre.
O filme na minha opinião é M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O, se bobear o filme mais importante, forte e bonito que já vi! E todas as pessoas deveriam ser obrigadas a assistir.
Deveria fazer parte do “currículo” de todo o mundo.
Sabe, fico feliz quando meus olhos brilham dentro do cinema, atualmente ta difícil isso acontecer, mas assistindo esse filme, eles lacrimejaram o tempo todo, além do sintoma de ter meu coração apertado do inicio ao fim, um sorrisinho frouxo que eu tentava disfarçar mas não dava… É tão bom quando isso acontece, porque tenho a sensação de que não é só comigo, mas sim com pelo menos metade da sala do cinema. Já que quando o filme terminou quase ninguém conseguiu se levantar das poltronas, parecia que tínhamos levado alguns socos em nossos estômagos. O filme, com certeza, nos trouxe reflexões como: sociedade X liberdade; dinheiro, será que é tudo?; o que é amor?; eu já realizei algum sonho? e o principal: SOMOS FELIZES?
