Boa Fininho!

Por Fellipe Granzotto em 22 de Setembro de 2008

Olá pessoal, tudo bem? Estive pensando no que postar hoje aqui no blog! A dúvida era cruel, até que me dei conta da notícia do lançamento de um livro ligado ao mundo esportivo. A obra conta a trajetória de um esportista portenho, que aos quatro anos veio com a família para o Brasil e se tornou um dos grandes ícones de garra e determinação. É claro que muitos podem se lembrar de Ayrton Senna, Pelé, Guga e tantos outros brasileiros que honraram as cores da nossa bandeira. No entanto, a obra faz referência a ninguém menos do que Fernando Meligeni.

Tenista profissional e ex-número 25 do mundo, “Fininho” - como sempre foi chamado no circuito - fez história por sua garra e força de vontade em cada disputa dentro das quadras. Fosse jogando contra um Pete Sampras ou Andre Agassi da vida, ou mesmo quando o confronto era travado contra um adversário até então desconhecido. Não havia bola perdida para o ele! Meligeni é um caso raríssimo de argentino que veio representar o Brasil e que tem todo o respeito da população. Entre aqueles que gostam do esporte, não há quem não o considere uma referência, ao lado de nomes como Gustavo Kuerten (Guga) e da lendária Maria Esther Bueno.

Mas falando do livro, a obra tem o título “Aqui tem!”. Meligeni disse que o objetivo não é mostrar uma visão arrogante. Mas sim, a idéia de que tudo valeu a pena em sua carreira. Além disso, outro objetivo é mostrar os bastidores do esporte, sobretudo quando os jogadores não estão com a raquete nas mãos. Participou da elaboração da obra o competente jornalista André Kfouri. O livro está sendo lançado nesta terça-feira, numa livraria de São Paulo. Mas para quem deseja saber mais sobre a carreira de Meligeni, basta entrar no site ou no blog do ex-tenista, que, diga-se de passagem, é uma figura!

Saudações de “los hermanitos”

Por Fellipe Granzotto em 20 de Agosto de 2008

Brasileiro não gosta de argentino e ponto final. Não tem jeito. A rixa é tão forte e antiga que ninguém sabe ao certo a origem. Mas nas últimas décadas, com certeza o debate se tornou mais intenso devido a uma paixão em comum: o futebol. O Brasil teve Pelé. Edson Arantes do Nascimento foi um mito, o verdadeiro dono da bola, que marcou mais de 1000 gols na carreira e que ganhou tudo o que podia. Já a Argentina teve Maradona. Um gênio da bola. Levou a Argentina ao título mundial e tudo mais. Os dois viveriam tranqüilos, cada um no seu canto, não fosse a polêmica questão alimentada por torcedores e imprensa: quem foi melhor, Pelé ou Maradona?

Cada país defende o seu representante, obviamente. Não bastasse a “dúvida Pelé ou Maradona”, tal rivalidade se estendeu para todas as áreas. Basta falar da Argentina, que tem algum brasileiro descontrolado, querendo mandar los hermanitos para bem longe. Da mesma forma, os súditos de “Dieguito” Maradona não podem ter uma chance, uma mínima chance, que aproveitam para zombar dos vizinhos latinos.

Quis o destino que justamente o confronto Brasil e Argentina fosse visto nas Olimpíadas de Pequim. E é claro, teria que ser no futebol. Um tira-teima da história. Uma enorme chance para reviver todos os acontecimentos que envolveram as duas nações. Mas dentro de campo não teve nem graça. A Argentina atropelou o Brasil, fez 3X0, com dois gols de Agüero (genro de Maradona, acreditem se quiser!), outro gol de Riquelme e um show de Messi. E pelos lados do Brasil? Bom, Ronaldinho Gaúcho sumiu, Lucas e Thiago Neves foram expulsos e o apático time de Dunga teve que se contentar com a luta pelo bronze.

Tristeza brasileira e festa de los hermanitos, que agora, pegam a Nigéria na luta pelo ouro olímpico. Sim, ouro que mais uma vez escapou de nosso futebol masculino. Quem sabe Marta e cia não apagam o vexame dos meninos e abocanham esta conquista inédita para a nossa pátria de chuteiras.