“O que você tem feito?
Tem feito a cabeça,
As idéias,
Os sonhos de alguém?
(…)
Vai ficar,
Ou é de férias
Que você vem?” (Cabeça cheia)
“Pra me deixar normal
Só uma overdose de você
Pra me pirar legal
Só uma dose dupla desse mal” (Overdose)
“Ninguém precisa
Ter talento
Pra transformar
Caso em descaso” (É só começar)
“Você se move
Como se uma legião invisível” (Invisível)
O CD é de 2005, mas o que essa data me provoca é apenas o lamento por não tê-lo descoberto antes. O que Alzira Espíndola e Alice Cruz fizeram em “Paralelas” não se encontra facilmente por aí. É música mais poesia mais pensamento, num misto de arrojo e humanidade. É a vida real com lirismo, ritmo e provocação.
Zélia Duncan, Arnaldo Antunes e Luiz Waack também participam da produção e garantem a qualidade do material. Vale a pena ouvir lendo as letras. Se entende melhor a genialidade das palavras justapostas, trocadas e invertidas em rimas nada óbvias. Eu estou me deliciando. Só paro para alternar com o do Camelo.
Obs: Também puxei no Som Barato
