Hoje é dia de comida!

Por Nathalie Hornhardt em 26 de Agosto de 2008

Oi Pessoal! Hoje é o post do mês em que falo de comidinhas e restaurantes.

Bon Apetit!

Na semana retrasada fui num restaurante muito gostosinho. Fui na hora do almoço, mas imagino que no jantar deva ser melhor ainda. Chama Lilló, fica na Rua Borges Lagoa, 1321, lá na Vila Clementino. 

O clima é agradável e descontraído, o ambiente é bem grande, tem uma área externa que conta com um jardim bem bonito e uma área interna com lareira e tudo, parece até a sala de estar da casa da gente. Ao olhar o cardápio… Várias coisas diferentes e misturas exóticas! Decidi pedir o prato da casa, o Risoto Lilló. Uma espécie de arroz preto. É, isso mesmo, arroz preto! Com lulas, mariscos e camarões. Super chique! Muito bom!

Eu indico! A noite parece que eles servem pizzas também, mas bem diferentes: com carne de avestruz, alcachofra. Vale a pena experimentar! É perfeito para quem, como eu, adora um lugar charmoso e “bonitinho” que sirva comidas e drinks fora do comum!

Olimpíadas: game over!

Por Fellipe Granzotto em 26 de Agosto de 2008

Sim, meus amigos! As Olimpíadas acabaram. Podem chorar e espernear! Não tem jeito. Aquele esquema de assistir às competições de madrugada, de manhã ou de noite é coisa do passado. Conheço gente que é viciada em acompanhar as competições. Deixam de dormir só para acompanhar as disputas. No entanto, a grande maioria não tem disposição para ver nossos atletas ganhando, perdendo ou sofrendo.

Neste sentido, é necessário comentar o desempenho de nosso país em Pequim. No total, foram 15 medalhas: três de ouro (com César Cielo, Maurren Maggi e a seleção de Vôlei feminino), quatro de prata e oito de bronze. No geral, foi a segunda melhor participação brasileira na história dos Jogos. Mas todo mundo sabe como brasileiro é: uma vez campeão, sempre campeão. A responsabilidade é cada vez maior a cada vitória.

Sendo assim, cria-se um imenso e pesado rótulo para aqueles que prometeram medalhas e nada trouxeram. “Amarelões!”, diriam os mais revoltados. Casos como o de Diego Hypólito, Jade Barbosa, Jadel Gregório, Rodrigo Pessoa, entre tantos outros. Mas o que muitos precisam entender é que as Olimpíadas são um caso a parte.

Trata-se da principal e mais difícil competição que um atleta pode disputar. A torcida invoca o direito de reclamar e de cobrar resultados. No entanto, não podemos nos deixar enganar por eventos como os Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007. Naquela ocasião, foram mais de cem as medalhas brasileiras e muitas foram as promessas feitas para Pequim. No entanto, esta é uma competição diferente, de nível técnico inferior e de dificuldades menores, contra atletas que normalmente não estão entre os melhores do mundo.

Para disputar as Olimpíadas, um atleta precisa de estrutura, apoio, incentivo, além é claro de garra e determinação. É preciso ter paciência e menos pressão com nossos atletas! Nada de passar a mão na cabeça. Mas também, nada de xingar, vaiar ou mandá-los para bem longe. Afinal de contas, posso dizer algo que sei bem: com pressão, nada sai bem feito, muito menos o esporte!

Banda Larga Cordel

Por Cecilia Castro em 22 de Agosto de 2008

Os quatro anos de “recessão” no quesito composição deixaram o ex-ministro sedento pela forma de expressão que melhor sabe usar: a música. Banda Larga Cordel, com muitas canções inéditas, veio como resposta a esse período.

O disco remonta a idéia da interferência das novas tecnologias na vida cotidiana, já exposta uma vez em “Quanta” (1997), trabalho de Gil que mescla arte, ciência e tecnologia. Dessa vez, o artista parece ter se inspirado nas questões defendidas por ele no Congresso. Gil fala das implicações advindas da modernidade, da interatividade, da disponibilização de conteúdos… Tudo norteado pela poesia de cordel.

Nos shows da turnê que leva o mesmo nome do disco é permitido todo o tipo de gravação, com câmeras e celulares. Tudo para estar conectado ao “clima” do disco.

A respeito da linguagem escolhida, Gil disse, em entrevista feita por Andrucha, que é o que há de mais sedimentado nele, “essa linguagem simples, sem rococós, o cordel”. “O disco não tem rodeios, é um reingresso numa dimensão autoral, é o Gilberto Gil dizendo…”, complementa.

Criatividade, sensibilidade! Quem mais escreveria a frase “vontade de mijar” e a colocaria em uma canção como se fosse expoente do lirismo poético? Quem conseguiria provocar emoção com esses versos?

É em “Eu não tenho medo da morte” que isso acontece. Sobre a canção, Gil admite ter escrito uma “espécie de irmã pagã de ‘Se eu quiser falar com Deus’”. Ele, que já cantou que morrer deve ser tão frio (em “Aqui e agora”, Luminoso de 2006), nessa faixa convida o ouvinte à reflexão. “A plena ausência e plena presença de Deus acabam se encontrando nesse fato trágico de que Deus é esse ser desconhecido”, como tentou explicar na entrevista.

Banda Larga Cordel é então temática moderna, reflexão filosófica e cordel. Tudo misturado num caldeirão de originalidade desse artista brasileiro.

Skate Animal

Por Raphael Schoneborn em 22 de Agosto de 2008

Se liguem nessa noticía! ;)

Da BBC Brasil - 19/08/2008 04:51

Tartaruga com paralisia ganha skate
Uma tartaruga com as patas paralisadas ganhou vida nova com um skate feito especialmente para ela.

Arava, que vive no Zoológico Bíblico de Jerusalém, não consegue mover as patas traseiras e não podia andar para frente somente com as patas dianteiras.
Os tratadores do zoológico construíram uma espécie de skate de metal especialmente para ela.
Com as novas rodinhas, Arava agora pode se movimentar livremente e já encontrou até um parceiro.

E pelo visto não foi só nossa simpática Tartaruguinha do Zoo que Aderiu a essa nova modalidade…

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É… Já virou moda!
=D

Abraços!

Caymmi

Por Cecilia Castro em 21 de Agosto de 2008


Caymmi nasceu na Bahia. Sorte a nossa! Talvez não tivesse a tranqüilidade e a simpatia como marca principal de sua figura.

“Meu filho, eu sou um bocejo.” (Caymmi ao filho)

Caymmi cantou a Bahia. Sorte a nossa! Talvez não cantasse baianas tão belas como no sucesso “O que é que a baiana tem”, imortalizado na voz de Carmem Miranda.

“Preciso de um sonho, de uma coisa misteriosa na cabeça, de um impulso interior. Daí nasce uma canção. (Caymmi)

Caymmi não estudou música. Sorte a nossa! Talvez não tivéssemos tamanha irreverência e simplicidade em versos.

“Fui impedido de estudar música por pessoas como Villa Lobos. Diziam que eu ia ser enquadrado em um sistema musical e perder a espontaneidade.” (Caymmi)

Caymmi amava o mar, a praia, a Bahia, as mulheres… Sorte a nossa! Talvez não tivéssemos “O mar”, “É doce morrer no mar”, “São Salvador”, “Você já foi a Bahia”, “Das rosas” ou “Marina”.

“O que eu mais queria era entender o mistério da mulher, de onde vem essa luz, essa determinação que brilha nos olhos das mulheres, como a luzinha do radium que Madame Curie buscava sem cessar no meio de uma montanha de minerais.” (Caymmi)

Caymmi nasceu em 30 de abril de 1914 e morreu no dia 16 de agosto desse ano. Azar nosso e do Brasil! Não chorei, confesso. Preferi ouvir algumas de suas obras de que mais gosto. Foram poucas composições em 60 anos de carreira - aproximadamente 100 - mas o número de versões gravadas por outros artistas é incalculável. A Vizinha do lado, gravada por Roberta Sá em seu CD Braseiro, é um exemplo recente de que eu gosto muito.

O verdadeiro artesanato musical a que o artista se dedicava nas suas composições fez com que as palavras escolhidas e os sons que elas propagam tenham uma vida própria, soem espontâneas, numa aparente simplicidade. Mas ao contrário, acho tudo uma tremenda sofisticação.

“Não componho no violão. O instrumento nunca é essencial para a criação. Em geral é a palavra a articulação do canto. Faço uma melodia de memória e a seguro de memória.” (Caymmi)

Àquele que não se rendeu ao rigor do tempo e cantou, como poucos, as belezas desse país, uma homenagem.

Onde quer que esteja, que ainda tenha seus mares e suas meninas e uma grande saudade da Bahia, pra continuar a compor…