Peixoteando

Por Juliana Biscalquin em 31 de Julho de 2008

Jornalistas, creio eu, devem ter mais do que uma network obesa para sobreviver à loucura do dia-a-dia da imprensa. Devem ter amigos! Para os percalços que a vida da reportagem traz, um ombro, um favor, um conselho, um abraço, enfim, são sempre muito bem vindos.

Eu coleciono os poucos e bons. Juliana Damante é uma entre eles. Ela, assim como eu aspirante a jornalista, teve um encontro inusitado com ninguém mais, ninguém menos que Cauby Peixoto. Eu que prefiro não escutar Cauby nem no carro, nem em casa, não pude deixar de reconhecer a sorte da amiga em presenciar uma entrevista, tão de pertinho, com essa verdadeira lenda brasileira.

Eis o que ela sentiu:

“Eu, que nasci na época em que as Chiquititas eram programação obrigatória do meu fim de tarde; que escolhi ser uma das belas e esbeltas Spice Girls; que vi os Backstreet Boys na MTV mesmo sem gostar de nenhum deles; que passei precocemente (por causa da irmã mais velha) pelos hits do Bon Jovi; que sabia que às seis da tarde a Malhação estaria malhando a idéia de nós adolescentes, da minha turma que saía de casa, voltava cedo, e se encontrava nas salas de bate-papo e no ICQ; eu, que nasci sem o Ciberespaço e quando estava na sexta série abri meu primeiro e-mail gratuito: judamante@rocketmail.com.

Hoje, poucos anos depois para a história de um país, nação, ou canção, me emociono com a Dona Natalina, nascida em 1922, a votar na última eleição por vontade própria, filha da ditadura; continuo com este mesmo e-mail ainda em vigor mesmo após ter sido comprado pelo Yahoo; e me emociono e reverencio alguém que fez parte da história da música brasileira como Cauby Peixoto.

Os cachos, artificialmente encaixados e avermelhados, fazem forte a identidade do cantor. As mãos trêmulas e as unhas um pouco amareladas não têm o mesmo tom da moderna camisa que veste. A dificuldade de ouvir a voz baixa do jornalista que o entrevistava não deixava que seus olhos atentos se perdessem; apenas que no silêncio, às vezes de segundos longos, deixasse o pensamento demoradamente vago responder às questões. Circundado por uma senhora, tão simples e simpática quanto suas vestes aconchegantes, Cauby acomodou-se em uma das poltronas do saguão do hotel. A tal mulher, cujo nome não sei, ao ser questionada sobre o seu próprio CPF, disse não o tê-lo em mente. Na verdade, decorado mesmo, estão todos os números dos documentos de Cauby. Ele, a história que respira um toque do seu passado artístico ainda vivo, mostra de uma forma deliciosamente lenta a partir de suas palavras, como se faz um artista das antigas.

A luz do sol que entrava pelas nesgas do teto deixava seus cachos ainda mais avermelhados. A fotógrafa, muito discreta e conscientemente preocupada, não usou flashs. Preferiu não atrapalhar com as luzes artificiais, mas, mesmo assim, chamou a atenção de Cauby. De repente, quando a entrevista encerrou, o cantor parou e olhou fixamente para a lente. Na mesma velocidade lenta da fala mansa, abriu um meio sorriso de canto de boca, apoiou o cotovelo direito sobre a perna com a mão fechada sob o queixo e esperou a fotógrafa apertar os inúmeros disparos dos dedos ágeis no botão. Desmanchou a pose e disse:

- Sabe quem me ensinou a posar assim?
Ele mesmo respondeu:
- Carmen Miranda.

Mal terminou de dizer a última sílaba e eu sorri ao mesmo tempo em que meus olhos se fecharam por segundos, na doca lembrança do que não vivi, ouvi, nem vi na infância, mas rememorei dos registros em preto e branco dos livros e dos arquivos da TV e recordei do esplendoroso sorriso das mãos dançantes de Carmem Miranda. Carmen da audácia e brasilidade de mulher. Hoje, ligo as rádios e não encontro nem as Carmens, nem as Mirandas, nem a Conceição.

Vida longa a Cauby Peixoto! Afinal, a história e a música pulsam em seus pulmões mesmo com dificuldade de respirar.”

Juliana Damante é uma jornalista literária brilhante, mas ela ainda não sabe disso. Ela colaborou gentilmente com esse post. Quer dizer, ficou na conta para mais tarde.

Daft Punk

Por André Torres em 31 de Julho de 2008

Sei que já fiz um post sobre Daft Punk, mas aconteceram certas coisas q me deixaram com vontade de homenageá-los outra vez. Não somente pela música ou sua atividade no meio eletrônico, mas também por suas idéias, conceitos, metas e originalidade.

A banda, ou melhor, os dois DJs franceses, juntaram-se por volta de 1990 e começaram a produzir música eletrônica em 1991. Seu primeiro CD, “New Wave”, veio em 1993 e em 1995 estourou com a música “Da Funk”. Cara, se vocês escutarem esse som posso garantir que vão achar um pouco monótono, até mesmo um pouco enjoativo, mas para dançarinos de rua é um paraíso na Terra.

Sem falar que na época foi uma loucura, pois ninguém estava acostumado com esses tipos de timbres eletrônicos e muito menos com a harmonia usada pelos dois DJs. Eles usavam sem medo alguns tipos de escalas e estruturas harmônicas ousadíssimas que poucos produtores arriscariam colocar no mercado. Ainda mais em uma era na qual esse tipo de estilo musical estava só começando.

Depois dos sucessos com os primeiros CDs, a banda lançou o álbum “Discovery” que conquistou o mundo inteiro. Vocês, com certeza, conhecem o som deles chamado “One More Time! Duvido que não se lembrem! Esse som destruiu tudo, e o CD inteiro virou hino de muitas pessoas e, especificamente, para os Poppers (um tipo especifico de dançarino de rua) transformou-se em motivo de descontrole de alegria, hehehehe!

Outra parada impressionante sobre eles é o talento que têm para transformar músicas em outras músicas, se é que vocês me compreendem. Cada track de “Discovery” é uma musica originalmente dos anos 70 que com a criatividade infinita desses dois foi sampleadas com genialidade e transformou-se em musica eletrônica desde então.

Vou passar pra vocês as músicas originais da década de 70! Não se chateiem, pois por mais que pareça pouca criatividade, o que eles fizerem na época inovou muito e deu suporte para mais de 3 gerações seguintes de DJs!

E a parte que mais gosto sobre esses caras: eles fazem questão de ser anônimos! Hahahaha! Acho simplesmente genial! Eles só tocam vestidos de robôs nos shows. E fica por isso mesmo; ninguém sabe a identidade dos DJs e boa! Pra falar a verdade, fica até mais legal com as fantasias. Vai uma foto dos caras pra vocês! Eles são muito bons e merecem meu respeito e admiração! Daft Punk!

As Viagens Opostas!!!

Por Nathalie Hornhardt em 31 de Julho de 2008

Olá Galera! Como vão?

As férias tão acabando! Percebe-se que eu, com o tanto de coisas que eu fiz, não tive muito tempo pra postar no blog. Mas vou resumir nesses dois últimos posts de julho algumas das coisas que fiz!
 
Como típica paulistana, moradora da grande metrópole precisei buscar sossego em lugares vizinhos.  Fui aos opostos…
 
Primeiro em busca de sol e praia, eu e mais duas amigas apelamos para a estrada, já que a praia mais perto da capital fica a mais ou menos uma hora de distância. Mas não paramos na primeira praia que teoricamente é Santos. Seguimos pela Imigrantes (estrada que leva às praias do litoral sul) e paramos no Guarujá, especificamente na praia da Enseada. As três estavam ansiosas por um solzinho, aguadas por uma água de coco e por um banho de mar, mas… Esquecemos do ser que se chama vento… E ele estava bem, bem presente, o casaco que descartamos fez uma falta… Tivemos de ficar de calça e cobertas com as nossas cangas em plena areia… Mas apesar do frio e de não ter sido possível entrar no mar pra tirar as urucas, nossa amiga recifense disse que a praia tava linda! E olha que lá na terra dela tem umas praias maravilhosas… Quando ela falou isso, observei a praia, e não é que era verdade! A praia é bem bonita! Eu nem tinha percebido… Já que desde criança eu vou pra lá e já tinha me acostumado com as belezas, nem dava muito valor. Foi só ela ter tocado nesse assunto que parei pra olhar. É engraçado como a gente prefere valorizar as coisas que vem de fora, que não são “nossas” e desprezar ou se acostumar com aquilo que está perto da gente ou que de alguma forma a gente sabe que têm em nossas mãos.

Depois dessa reflexão achei tudo lindo! Sentamos na beira do mar, comi milho verde, afinal é típico de praia, botamos o pé na água, ficamos vendo o vento passar, os passarinhos que voavam, o sol se por… Enfim! A multiplicidade de cores no céu! Ixi já vai anoitecer, é hora de voltar! Bate e volta dura um dia só!

A segunda aventura: agora em busca do frio da montanha! Mais um bate e volta! Nosso querido blogueiro Rapha, o pessoal de marketing da Pepsico, a Thais da Edelman e eu, fomos pra Campos do Jordão. Uma cidade turística muito gostosa localizada na Serra da Mantiqueira a 1628 metros de altitude, sendo assim o mais alto município brasileiro. A mais ou menos 200 quilômetros de São Paulo.

A cidade tava bem cheia. Quando chegamos, na hora do almoço tava sol e nem tava tanto frio, mas conforme o tempo foi passando a temperatura foi caindo.

Foi um dia muito gostoso! Passeamos pela cidade, encontramos cachecóis por R$10,00, uma pechincha! Depois sentamos num bar típico de lá, na calçada e ficamos observamos as pessoas andando! Todas com seus melhores casacos! Nossa, foi em Campos que percebi que estamos necessitando de chuva, o ar lá estava muito seco. Tive uma dor no olho horrível. Ouvi um dia desses no repórter que talvez tenham que produzir chuva artificial… A situação ta ficando precária. Bom mas voltando a Campos, no fim da tarde todos nós nos encontramos e fizemos um happy hour, e já tava bem frio, uns 13, 14°. Para terminar às alturas, tomamos um chocolate quente, ops um toddy quente, lá tem um stand da Toddy que prapara uns toddys com uns ingredientes diferentes, tomei um quente com marshmallow e raspas de chocolate branco, fantástico!

E assim terminou nossa curtinha viagem pro alto da montanha!

QUE FÉRIAS!!!

Por Cecilia Castro em 28 de Julho de 2008

Oiii pessoal, tudo bom?
Olha, fala sério, essas férias estão rendendo demaissss… tô adorando!

Semana passada eu fui pra Campos do Jordão… Noooooossa, mto frioo!
Tava perfeitoooo! Pra dizer a verdade, a gente nem saiu de casa direito, de tanto frio… E fomos no meio da semana, então não tava tendo muita coisa. Para não falar que só ficamos em casa, fomos numa balada, a Winter Lounge, que eu adooooro. Conheci ano passado quando fiz promoção Para essa casa.

Essa foto aí da galera é lá na Winter e esse copo na minha mão é refrigerante puro =P hahahaha
 
Agora eu tô em São Paulo e sexta-feira eu fui numa balada em Santana, chamada ICE CLUB. Noooooossa, animal! Vale muito a pena ir… Ela é toda diferente, parece de gelo. Bem decorada e enorme… muito legal!

E nessa sexta que eu fui tocou Carlo Dall’anese, que em minha opinião é um dos melhores DJs do Brasil. Então, para quem gosta de eletrônico, vale a pena!
 
Bom pessoal, por enquanto é isso aí, eu ainda tenho mais duas semanas de férias e vou postando por aqui o que tá rolando de bom! ;)

Beijinhosss!

Tarde em Interlagos

Por Fellipe Granzotto em 28 de Julho de 2008

Terça-feira, 14h, sol, nenhuma nuvem no céu de São Paulo (praticamente um milagre… hehe). A capital agita-se como de costume, mas é lá em Interlagos que estou, mais uma vez. Não parece novidade, mas para um piloto, guiar seu “escritório” é sempre uma novidade, um novo prazer, renovado a cada volta, a cada troca de marchas ou a cada “esticada” no motor.

Estou em Interlagos para testar meu carro, o Stock Jr. Afinal de contas, tem corrida na próxima semana, na mesma pista. Não se pode pensar na corrida apenas no dia ou na semana. Corridas são construídas com meses de preparo e muito trabalho. Corri pela última vez em Interlagos no mês de abril. Por isso, era necessário checar como tudo estava, passados quase quatro meses da corrida que abriu a temporada.

Na pista, sensação melhor não há. Aliás, até existe, certamente. No entanto, para um piloto, na hora em que se coloca o capacete, ajeita os retrovisores, afivela o cinto e liga o motor, nada que não tenha ligação com o ato de pilotar e acelerar faz diferença.

Ser piloto envolve algo engraçado. Muitos levantam dúvidas e pensamentos estranhos. Dia desses vi no “CQC” a seguinte frase: “Piloto corre atrás do que?” E a resposta do experiente Emerson Fittipaldi foi perfeita. “Piloto corre atrás de quem está na frente!”. E eu, com toda a humildade do mundo, completo. “E se estiver na frente, corre dos que estão atrás e, principalmente, corre para vencer a si mesmo. Corre para derrubar tabus, sempre duelando com os limites”.

Limites existem, obviamente. Cada um tem o seu, mas é justamente o tempo que um piloto leva para alcançar o limite pessoal que estabelece a qualidade dele. E é claro que depois da luta pessoal, existe a batalha contra os adversários, que também não é nada fácil. Mas é justamente disso que vive o automobilismo.

Sobre o treino, posso definir que foi muito bom. Melhorar pontos, acertar detalhes e tudo mais, sempre ajuda na preparação para um fim de semana de corrida. Além disso, correr perto de casa sempre é bacana. Reencontrar amigos e pessoas que participaram do início de sua carreira é algo que sempre dá uma força e um prazer a mais.

Bom, é isso pessoal. Um abração para todos!