Profissão: seguir um ídolo!

Por Fellipe Granzotto em 27 de Agosto de 2008

O povo espanhol é apaixonado por esporte e por aqueles que o praticam. Ídolos são muitos no país europeu. No futebol, um dos maiores é o atacante Raúl, do Real Madrid. No tênis, ninguém leva mais torcida às quadras do que o atual número 01 do mundo, Rafael Nadal. E no automobilismo, Fernando Alonso é um fenômeno de popularidade. Aliás, não poderia ser diferente.

Antes do surgimento de Alonso na F-1, em 2001, a Espanha jamais tinha tido um piloto de destaque na principal categoria do automobilismo e o povo mal assistia às corridas. Passados alguns anos e dois títulos mundiais de Alonso, a realidade é outra. A “Alonsomania” dominou a Espanha e hoje cerca de 20% da população assiste às corridas, nos dois principais canais de TV do país.

Tal idolatria parece não se restringir à televisão. De olho na internet, um blog foi criado pelos patrocinadores de Alonso no intuito de melhorar o relacionamento do piloto com o público. Mas não adiantava apenas contratar um jornalista e ponto final. Era preciso algo diferente, inovador. Eis que surgiu a grande sacada: lançar uma promoção, oferecendo a chance para um fã de Alonso acompanhar o ídolo durante toda a temporada da F-1.

Dentre 35 mil inscritos, mais de sete seletivas e dinâmicas de grupo realizadas, o catalão Álvaro Ademà, de 23 anos, foi o escolhido. Além de jornalista por formação, Álvaro não esconde a idolatria por Alonso e o prazer por acompanhar o bicampeão mundial em todas as corridas, treinos e testes deste ano.

Tarefa chata? Haha, não mesmo! Além de presenciar aquilo que muitos curiosos dariam tudo para ver, Álvaro ainda recebe salário. Algo em torno de 3 mil euros (próximo de R$ 8 mil). Para quem achou bacana o post e quer saber o que o sortudo do Álvaro faz seguindo Fernando Alonso pelo mundo todo, basta entrar no blog alimentado diariamente com textos, fotos e vídeos.

Filosofança

Por Juliana Biscalquin em 27 de Agosto de 2008

A Filosofia está na moda. Não fosse assim, não teríamos um quadro destinado a ela na “revista eletrônica” (como é chamada), no horário nobre da mais poderosa emissora nacional. Mas não é só no Fantástico que ela aparece. Sob responsabilidade de Márcia Tiburi, uma das integrantes do programa Saia Justa, do GNT, a Filosofia aparece nas mais variadas discussões do quarteto comandado por Mônica Valdvogel.

Na onda dessa popularização, Márcia Tiburi, também filósofa e professora do Mackenzie, lança o livro “Filosofia em Comum- para ler junto”. Ela esteve em Campinas, no Espaço Cultural CPFL, para conversar com o público.
“Eu mesma me convidei. Não foram eles que me chamaram”, disse ela, debochada, logo no início da fala. Márcia é bem descontraída e parece tratar dessa mesma maneira a própria Filosofia. Viu que eu estava lendo o livro antes que começasse o evento e, empolgada, veio me abraçar. E deu até um gritinho: “Ai, você já está lendo!”

Louca? Não. A idéia de Márcia foi criar um momento de encontro por meio do livro. A proposta é que o conteúdo seja lido em voz alta, como uma história contada a uma criança e a partir daí a discussão deve se desenrolar.

Segundo a filósofa, o exercício de ler em voz alta obriga o leitor a entender o texto de uma maneira diferente do que se o fizesse apenas em pensamento, como é o habitual. A leitura alta promove mais interpretação porque carrega a entonação, as pausas, o retorno a trechos não compreendidos. E tudo acompanhado por uma outra pessoa que passa pelo mesmo processo, porém no seu próprio ritmo. “Para se ler junto, deve-se respeitar o lugar do outro”, completou.

Achei tudo muito interessante. Enquanto Márcia falava, lembrava-me das histórias que ouvia quando criança e refletia a respeito de como essa prática resguarda uma capacidade humana tão em desuso hoje em dia: a audição.

Quem é que pára, verdadeiramente, para ouvir o outro?

Nessa “brincadeira séria” também está inserido o poder da voz, que como colocou Márcia, é o próprio corpo em ondas. “O nosso corpo vai parar no outro corpo”, explicou ela, tentando demonstrar a importância da voz e o fascínio que temos ao ouvir uma bela canção e uma bela voz. Para Márcia, tudo é recorrente de nossa simpatia por belas vozes. “Ninguém se casa com alguém cuja voz não se suporta”. Ela está certa.

E foi defendendo a voz, a leitura em voz alta e a nova proposta para se aprender filosofia que Márcia seguiu o papo que demorou mais do que eu previa. Sem problemas. Eu, que tive primeiros contatos bastante vagabundos com a Filosofia, achei tudo muito interessante. Me lembrei do compromisso ético que existe no ato de pensar e em não deixar que isso seja feito no seu lugar por outra pessoa ou pela publicidade. (Meus amigos publicitários que me perdoem agora!)

Infinitamente aquém de Sócrates, que em “Sei que nada sei” reconheceu o quanto ainda havia para ser aprendido, confesso que me animei com o livro e com a possibilidade de conhecer Filosofia de uma maneira mais bacana. Difícil será arranjar uma companhia para essas madrugadas, não? Quem se habilita a essa “filosofança”?

Hoje é dia de comida!

Por Nathalie Hornhardt em 26 de Agosto de 2008

Oi Pessoal! Hoje é o post do mês em que falo de comidinhas e restaurantes.

Bon Apetit!

Na semana retrasada fui num restaurante muito gostosinho. Fui na hora do almoço, mas imagino que no jantar deva ser melhor ainda. Chama Lilló, fica na Rua Borges Lagoa, 1321, lá na Vila Clementino. 

O clima é agradável e descontraído, o ambiente é bem grande, tem uma área externa que conta com um jardim bem bonito e uma área interna com lareira e tudo, parece até a sala de estar da casa da gente. Ao olhar o cardápio… Várias coisas diferentes e misturas exóticas! Decidi pedir o prato da casa, o Risoto Lilló. Uma espécie de arroz preto. É, isso mesmo, arroz preto! Com lulas, mariscos e camarões. Super chique! Muito bom!

Eu indico! A noite parece que eles servem pizzas também, mas bem diferentes: com carne de avestruz, alcachofra. Vale a pena experimentar! É perfeito para quem, como eu, adora um lugar charmoso e “bonitinho” que sirva comidas e drinks fora do comum!